Jesse McCartney contou a revista americana Seventeen seus novos planos e seus futuros lançamentos. Confira a tradução da entrevista:
Seventeen: Eu soube que você esteve atuando e trabalhando bastante. Você teve alguma experiência normal na escola?
Jesse McCartney: Sim. Eu fiz o colegial numa escola pública e tive uma pequena formatura com 156 estudantes. Tive uma infância relativamente normal até eu fazer 16 anos, quando a minha carreira começou a decolar. Mas você sabe, eu ia para escola todos os dias, como todos os outros, e jogava no time de baseball. Eu participava de várias atividades extracurriculares.
17: Como você se classificaria na escola? Você era um atleta. Você pode se definir?
JM: Posso me comparar ao Gavin. A maior diferença entre Gavin e eu é que eu me relacionava com todos no colegial. Eu nunca fiz parte de nenhum grupinho ou estereótipo, como é retratado no filme. Como eu era um cara do baseball, eu era amigo de todos os atletas, mas eu também amo música e teatro, então eu era amigo do pessoal das artes também.
17: Qual é a sua parte favorita nele?
JM: O que eu particularmente gostei no Gavin, o que é algo que você não vê na maioria desses filmes adolescentes é que ele é bem esperto, ele é mais do que o atleta burro, ele também é muito arrogante, mas é inteligente, ele é do tipo que você pode jogar conversa fora, e você não vê muito disso nesses filmes típicos de colegial, eu acho que é uma adição legal ao personagem. Sim, ele foi privilegiado, ele foi o garoto de ouro, mas ele meio que mereceu, porque ele é inteligente. Acho que isso é o que torna a batalha entre o protagonista e o antagonista tão cativante para o público.
17: Eu acho que o núcleo do filme sente que não pertence àquilo ou se sente menosprezado. Você já se sentiu assim?
JM: Oh, claro. Eu certamente me senti assim, não só em relação aos alunos, mas também ao corpo docente, infelizmente. Foi porque eu estava passando muito tempo fora da escola trabalhando na minha carreira, o que muitas pessoas não concordavam. Em certo ponto nessa idade, você para e se pergunta "É isso mesmo que eu deveria estar fazendo? Eu deveria estar apenas focado nos meus livros e matérias, assim eu posso, sabe, ter uma vida normal?" eu estava em uma situação diferente, mas claro, eu lidei com as mesmas pressões que qualquer um tem que lidar no colegial e meio que tive uma batalha no meu caminho. Acho que o que me fez superar foi que eu estava muito confiante no que eu gostava de fazer e com quem eu era como pessoa. Em certo ponto, eu me dei conta que não deveria me importar com o que os outros pensam e isso foi o que me motivou todos os dias.
17: Como você conseguiu essa confiança?
JM: Eu estava confiante com o que me rodeada e tentei fazer o melhor que pude para me segurar naqueles que me apoiavam e me motivavam que não se importavam, ao invés de me ligar aos que me colocavam para baixo. Soa clichê, sabe, falar isso, masé verdade. Eu acho que quanto mais você confia naqueles que estão com você, mais você cresce e fica mais fácil, sabe, porque todos passam por momentos difíceis no colegial. Eu não me importo se você é o mais popular da escola e todos te amam, todos têm inseguranças e medos. Acho que se você tiver ao seu redor pessoas que se importam com você, será muito mais fácil superar esses anos.
17: Você pode falar sobre o que você fica nervoso? Ou que às vezes sente insegurança?
JM: Eu fico inseguro com muitas coisas. No meu tipo de trabalho, infelizmente, sua aparência é o que importa e é sempre "Estou indo o suficiente à academia? Eu estou me cuidando". Eu fico inseguro com as coisas de tempos em tempos. Acho que todos, até certo ponto, querem ser simpáticos e fazer coisas para serem apreciadas, e quando não acontece isso, fica algo desconcertante e desanimador. As vezes eu fico inseguro em relação as coisas que eu lanço, porque eu quero que as pessoas gostem. No final do dia, essa é a razão de eu ter um emprego.
17: Que conselho você daria para você mesmo quando tinha 17 anos? O que você gostaria de ter aprendido antes?
JM: Eu diria para não me importar com o que as pessoas pensa e para realmente seguir o que o coração manda e sua cabeça e tentar não deixar aqueles que não gostam de mim atrapalharem meu caminho, porque eles vão tentar, e são muitos. Se ligue em suas bases e saiba que ao final do dia, aquelas pessoas provavelmente não chegarão onde você chegará.
17: O filme [“Beware The Gonzo”] é incrível e adoramos ver você em diferentes papéis, mas há planos em relação à música? Iremos ouvir mais Jesse McCartney em breve?
JM: Sim, com certeza. Continuo no estúdio finalizando o álbum e espero lançar no começo do ano, ou em algum momento deste ano. Várias coisas aconteceram na minha gravadora, infelizmente, várias mudanças foram feitas, e é só uma questão de tempo. Falei com todos e estamos martelando no estúdio. Quase terminamos. Ainda tenho algumas mixagens para fazer e alguns minutos para editar, mas com certeza os fãs terão músicas novas este ano.
17: Você pode nos dizer algo sobre o som? É o mesmo? Você compôs bastante de novo?
JM: Sim, eu compus. Eu fiz 90% das letras do álbum. É baseado em tudo o que eu passei desde o último álbum, particularmente na minha vida amorosa, mas também naquilo que eu passei na minha vida no geral. É mais R&B e dançante, e tem um pouco de urbano e discoteca. Todas as músicas são viciantes, se você gosta de pop e R&B, você certamente irá gostar dele.
17: A última coisa que eu quero falar é sobre o perfume "Wanted". Por que você lançou uma fragrância para mulheres e não para homens?
JM: Acho que porque nenhum homem faz fragrância para mulher. No mundo das celebridades, ou música, não existia nenhuma feita para mulher. 90% dos meus fãs são mulheres. No futuro eu provavelmente farei alguma para homens, mas eu queria dar algo para minhas fãs que elas pudessem usar todos os dias. Achei isso importante. A música e a moda sempre andam de mãos dadas. É um negócio que eu queria participar, e acho que foi um bom lançamento.
17: A essência é importante para te atrair?
JM: Acho que a essência é o mais importante. Claro. Uma essência tem o poder de marcar uma memória. É um dos maiores sensores memoriais. O aroma definitivamente te leva a algum lugar. Quando uma mulher é perfumada, isso é algo com.